Aventuras e Equipamentos
Mantendo a tradição, essa é a 4° postagem do Blog.
Como falei no primeiro relato, minha “chama” aventureira
reascendeu quando minha filha pediu para leva-la em uma cachoeira, já que
demonstrou interesse em aventuras e natureza.
Daí para começar a pensar em leva-la a fazer trilhas e
acampamentos, para ter mais contato com a natureza, não demorou muito. E, nessa quarta publicação do Blog, eu espero expressar como foi divertido voltar a "respirar" esse sentimento de ação e aventura.
O mais engraçado, para mim, foi rever um mundo que as pessoas se preparam de forma curiosa, para sobreviver na selva (ou na natureza se você preferir), de forma totalmente autônoma (o verdadeiro espírito sobrevivencialista), tendo o espírito Bushcraft.
Como eu sou da época
que o Super Manual do Escoteiro Mirim (da Disney), que ensinava muita coisa sobre a natureza, e atraia muito a curiosidade das crianças e adolescentes da minha época, cresci sempre com esse espírito de aventureiro. Apesar
de eu rever (o manual) outro dia, e percebi que possuem poucos tópicos (proporcionalmente
de conteúdo ao tamanho do livro) ligados ao Bushcraft e camping.
As pessoas se aventuravam até pouco tempo atrás, se baseando em poucas informações, e no “vamos lá para ver no que dá”, com um facão, roupa normal, isqueiro no bolso, lampião, e uma barraca comum comprada no supermercado, ou só uma lona para fazer um abrigo simples.
Outro dia, conversando com um amigo, ele me lembrou de uma trilha que nós fizemos várias vezes, numa pequena ilha, em frente a praia de Pernambuco, no Guarujá. A ilha do mar casado. Aonde nós andávamos a pé, ou com chinelo, quando íamos surfar. Nada de água, cantil, comida, abrigo. Era uma trilha rápida. Chegávamos cedo na praia, e direto para o surf. Depois de sair do mar, começava a caminhada da ponta esquerda da praia até a ilha. Subida tranquila, caminhada pelo alto da ilha, depois tinha uma descida numa pequena piscina natural atrás da ilha. Também lembro de uma amiga que chegou até pisar num ouriço, e tivemos que tirar com a unha. Ele me lembrou também de algumas vezes pularmos de uma pedra que protegia essa piscina, e depois voltar a praia nadando, dando a volta na ilha, saindo pela praia do mar casado. Lógico que com um mar calmo, em dias de surf de meio metro. Saudades dessa época.
O guia de sobrevivência na natureza, de Dave Canterbury, é um dos meus preferidos, apesar de eu ter adquirido recentemente, fala sobre como fazer um abrigo com os materiais obtidos na natureza (no manual do escoteiro mirim, também dá para verificar o mesmo conteúdo). Mas, existem livros e manuais de todas as áreas que circundam esse tema.
Para tirar carta de arrais (eu cheguei a
estudar, mas nunca fiz a prova), você tem que saber sobre nós, tábua da maré, e outras coisas,
que também são importantes.
Para fazer rapel, existem materiais como cordas, mosquetões,
nós, capacetes, e várias outros itens e regras de segurança.
Para fazer escalada, também é preciso conhecer materiais de
segurança, clima e tempo (chove ou não), agarras, magnésio, e mais outras
infinidades.
Portanto, cada área tem milhões de informações, e uma conexão entre todas essas “disciplinas” existe sim, e é sempre bom conhecer todas as vertentes, no caso de você precisar saber de algo que posso te tirar de uma situação de risco.
Até conhecer sobre frutas,
plantas, animais selvagens ou não, é importante para se aventurar na selva ou
natureza. Principalmente antes de você viajar para uma região que não conhece. Estudar sobre o que pode ser encontrado, é muito importante, principalmente com muitas informações a disposição na tela do seu computador.
Até agora não existe uma faculdade de aventura
regulamentada, mas, daria para organizar como um curso direcionado para isso.
Hoje você consegue encontrar livros mais específicos,
detalhando técnicas, e, relatando alguns casos.
Sem querer fazer propaganda, mas existe até um livro chamado
“Livro de receitas do sobrevivencialismo e o sobrevivente”. Aonde, o autor F.
Castillo, relata dicas e técnicas para culinária, e como conservar alimentos
por mais tempo, além de muitas outras coisas que seria uma lista enorme para
relatar. Esse mesmo autor, também possui outros livros, descrevendo
sobrevivencialismo. Ainda espero o momento certo para adquirir, só para
aumentar o conhecimento, e a prateleira de livros ligados ao assunto (pois gosto de ler sobre esse conteúdo).
E, eu tenho a impressão, que por existirem canais de
comunicação de vídeos na internet, as pessoas preferem fazer vídeos, do que
escrever livros ou blogs, que possibilitem dividir relatos e experiências
acontecidas na natureza.
Visto o grande sucesso do reality show “largados e pelados”,
aonde pessoas (algumas já com experiência de sobreviver sozinho na natureza),
ficam dias pelados na natureza, sobrevivendo apenas do que encontra ao redor.
Pode parecer estranho eu estar falando de
sobrevivencialismo, visto que eu tenho que falar sobre o acampamento que fiz
com minha filha, porém, tudo tem uma ligação.
A busca de informações na internet me levou no canal
Sobrevivencialistas https://www.youtube.com/@Sobrevivencialismo,
que eu gostei muito do conteúdo, apesar de achar um pouco extremo, mas entendo
o contexto da informação, e aceito de forma aberta a possibilidade de ocorrer o
“caos” sugerido.
Outro canal que gostei bastante foi do Celso Cavallini, https://www.youtube.com/@cavallini
, que também ajudou a encontrar outras informações pertinentes ao tema.
A Vivian Telles, também é espetacular para apresentar
produtos e explicar duvidas, ajudando muito na prática, e no bolso, para comprar algo de qualidade e específico, auxiliando facilitar a
vida das pessoas em passeios. É um canal que costumo acompanhar e recomendo, principalmente porque ela é focada em trilhas. https://www.youtube.com/@VivianTelles
Não acredito que nenhum dos citados acima se denominem
“gurus” da aventura, e vejo como colaboradores com temas extremamente
favoráveis a empreitada de aventura na natureza, ou sobrevivência na selva (todos colocam a "cara a tapa", pois estão sempre criando material, e se aventurando. Longe de ficar apenas em casa só comentando).
Sempre com o foco de auxiliar as pessoas iniciantes, ou até que já tenham
alguma experiência. Lógico que eles têm seus patrocinadores e loja de produtos próprios, mas, mesmo assim,
gosto de ouvir, e ver o quanto imparcial são em alguns casos. Demonstrando
preocupação em realmente esclarecer dúvidas, independente de marcas e
patrocínios.
Mas, seria injusto eu falar só de 2 ou 3 canais que me
agradam, por isso, convido a todos a buscarem os vídeos relacionados ao tema natureza. Existem vários canais ligados a escaladas, hiking, treking, trilhas, Overland, 4x4 (carros para
trilhas), camping, bushcraft, e até cutelaria, que tem muita coisa relacionada com alimentação na mata, além
de outros que vão aparecendo, conforme vamos navegando, sendo enviados pelo
“logaritmo”.
Até mesmo carros preparados para buscar uma autonomia de aventura é interessante para conhecer, mesmo que você não tenha poder financeiro para adquirir, e tendo em vista que até mesmo um carro comum pode te levar a lugares que muitas pessoas, que só sonham com esse tipo de aventura, não chegam. Concluindo que, dependendo da sua aventura, não é necessário um carro 4x4, mas sim a vontade de ir.
Não faz muito tempo, quase não existiam carros 4x4, e mesmo assim, dava para chegar em lugares remotos.
Atualmente estou lendo um livre muito bom, "Mundo por Terra", do casal Roy Rudnick e Michelle F. Weiss, aonde ele cita que a palavra OVERLAND, abre portas pelo mundo. E, esses carros chamados Overland, estão espalhados por todos os cantos, permitindo as pessoas aventureiras se locomover com uma "casa" junto. Mas esse é outro tópico, e, se um dia, eu conseguir montar um Overland para viajar, prometo comentar tudo por aqui.
Lembro de um amigo que tinha uma Belina da Ford, bem antiga, que fazia várias viagens, e encarava todos os lugares, só levando muita vontade de ir.
Partindo do princípio que você vai para o meio do mato, como era feito bem antigamente, por exploradores, você precisa de uma infinidade de material listado por especialistas, e cada um dá prioridade a cada tópico de uma lista existente. Mas quase todos ficam na mesma linha de raciocínio, seguindo abrigo, fogo, água, alimento, e por aí vai.
Pelo que eu pude perceber, por estar a muito tempo longe
desse mundo fabuloso, agregando com as tecnologias de hoje, só não faz um
treking ou hiking, ou camping, com conforto, quem não quer. Até carregador de
energia solar portátil se tornou acessível as pessoas para não faltar nada.
Explorar o mundo, de forma mais “roots”, com maior contato
com a natureza, parece estar voltando a moda, por uma simples questão de
higiene mental. E, por experiência própria (não posso falar pelas outras
pessoas), me dá uma sensação de paz e tranquilidade, enquanto fico no meio da
natureza, longe da tela do celular. Um estado ZEN. No surf aprendi a relaxar, e na natureza tenho sentido
essa mesma energia.
E esse ponto foi um dos maiores motivos que me alegrou para poder
levar minha filha, visto que eu sou uma pessoa muito tensa, focado em vários
detalhes, e fico até decepcionado quando não consigo fazer algo com excelência.
Porém, com essas experiências ao ar livre, consigo passar para minha filha, um
estilo de vida que pode proporcionar para ela, um relaxamento, como uma terapia.
E, por esse motivo tive a preocupação de “formatar” minha filha de um jeito que
ela entendesse a necessidade de se cuidar em uma situação desse tipo. Aliás, isso leva tempo, mas como o caminho é longo, vou "formatando" (para arrumar o tempo certo do verbo) com o passar do tempo, e a cada aventura realizada.
Em nenhum momento quero, ou desejo ver minha filha (ou
qualquer outra pessoa) perdida no meio da mata, em situação de risco. Mas, me
organizar e prepara-la para qualquer tipo de eventualidade, é sim meu dever.
Tanto na forma psicológica, quanto de equipamentos que possam ajuda-la nesse
tipo de risco.
Sempre brinco e levo no bom humor sobre os riscos, mas,
apesar dos 14 anos, ela entende sim o que estou passando de informações, e,
prevenção de riscos que possa acontecer numa situação extrema.
Imagina se estou caminhando com ela numa trilha e EU passo
mal? Como ela vai se virar?
E se nós estivermos numa trilha e ela se perde de mim? Tem que saber
sobreviver.
Para isso preparei equipamento, o lado psicológico e junto o lado físico para ela ficar calma.
Apesar que, quando estou com minha filha, o “radar” fica
ligado 100%, e o relaxamento não passa da barrinha de 35% (acho até muito essa porcentagem), pois, em se tratando
de uma adolescente de 14 anos, eu me preocupo com o que pode acontecer.
Principalmente para que ela não tenha nada a reclamar, e queira voltar mais vezes,
adicionando essas aventuras como uma rotina, hobby, e quem sabe um estilo de
vida a ser seguido no futuro.
Na próxima postagem, vou detalhar como fiz o preparo do
equipamento dela.







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